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No caminho da internacionalização

* Artigo publicado originalmente em 05/07/16


Em momentos de retração de mercado, somos impelidos a buscar novas alternativas, seja no mercado local e conhecido, ou seja desbravando novos mercados, dentro de nosso imenso Brasil ou fora dele. No caso de opção pelo mercado externo, ou seja, internacionalização, se faz necessário conhecer previamente, com considerável profundidade, as particularidades locais, seja sobre temas como cultura local e competidores, ou ainda questões tributárias e referentes à logística, por exemplo. Recentemente participei de um evento excepcional, o SelectUSA Investment Summit 2016, organizado pelo governo norte-americano, que tinha exatamente esta função: apresentar o "caminho das pedras” aos investidores e empreendedores que tinham intenção de se aventurar no mercado norte-americano.



O evento ocorreu em Washington, DC, no período de 19 a 21 de junho e contou com 1.700 convidados, selecionados pelo governo norte-americano como empreendedores e investidores que os EUA tem interesse em trazer para operação no país, representantes de 72 países. No caso da delegação brasileira que participei, contamos com 50 representantes, uma das maiores entre os países participantes. O mais interessante foi constatar que, mesmo um país como os EUA, que dispensa apresentações, especialmente quanto ao potencial de desenvolvimento de negócios para o próprio público-interno e como porta de entrada para venda para os demais países do globo, eles demonstram preocupação em se apresentar a investidores e empreendedores, dos mais diversos portes, apetites e segmentos de atuação, como uma proposta atrativa de operação.

O evento contou com a presença de quatro secretários de estado dos EUA, bem como do próprio presidente Obama, que criou o evento há 3 anos atrás. Dentre as lições aprendidas no evento, uma delas foi entender a importância de conhecer a cultura local e modelo de operação, especialmente em comparação a sua cultura ou seja, do país-sede da empresa que deseja internacionalizar sua operação. no caso específico dos EUA, comparativamente ao Brasil, algumas dicas informais foram muito interessantes. Uma delas foi: no Brasil você tenta ficar amigo de seu ponto de contato no cliente e depois tenta vender para ele. Segundo eles, nos EUA, você primeiro faz negócios e depois, pode ou não desenvolver uma amizade com seu cliente.  

Outro conceito interessante se refere às principais preocupações de um empreendedor nos EUA, comparativamente ao Brasil. Nos EUA seu principal foco deve estar direcionado para como desenvolver negócios com seus clientes-target., nada mais óbvio. Mas no Brasil todos sabemos que é diferente. Aqui, a maior preocupação está nas questões tributárias, visto a complexidade e emaranhado fiscal em que nos metemos. A segunda preocupação do empreendedor brasileiro seria focada em como conseguir capital de giro e demais recursos financeiros para investir em seu negócio, visto o elevado custo do dinheiro e complexidade de acesso. Nos EUA, como os recursos financeiros são abundantes e o custo do dinheiro baixo, bem como seu processo tributário simples, você consegue, de fato, direcionar seus esforços para o que mais importa: desenvolver negócios com seus clientes. Para entender melhor estas questões, basta você perceber que o tempo para abertura de uma empresa nos EUA é de 15 horas. Quanto aos tributos, de forma simplificada, há apenas duas linhas principais de tributação dos negócios de uma empresa. O primeiro é o imposto único sobre a venda, que possui uma variação de alíquota por estado, mas é unificado. O segundo é a tributação sobre o lucro obtido com a receita. E o visto para permanência? Este é um problema para aqueles que tentam entrar no país ilegalmente ou sem capacidade de gerar riqueza. No caso de abertura de uma subsidiária na terra do Tio Sam, basta apresentar um plano de negócios, sendo aprovado, você receberá um visto de permanência renovável por até 7 anos, podendo resultar, inclusive em um Green Card futuro. Simples assim.

Portanto, aqui ficou uma lição muito simples para mim. Enquanto no Brasil, tudo conspira contra o empreendedorismo, nos EUA, tudo figura a favor. Afinal, a geração de empregos, o recolhimento de impostos e geração de riqueza, possam obrigatoriamente pela visão e iniciativa inovadora dos empreendedores. Que fique aqui a lição na esperança que um dia acordemos para valorizar o motor de qualquer economia.

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